Nossa História

A Primeira Igreja Presbiteriana de Belo Horizonte é legítima herdeira da Reforma Protestante do Século XVI. Enquanto Martinho Lutero, usado por Deus, enfrentou o poder das autoridades militares, civis e especialmente eclesiásticas da Igreja de Roma, em solo Alemão, João Calvino travou a mesma luta na França e na Suiça.

A Igreja Presbiteriana, teologicamente falando, é uma Igreja Calvinista e do ponto de vista de sua eclesiologia e governo eclesiástico é herdeira do pensamento de John Knox.

A doutrina da Primeira Igreja, fundamentada nas Escrituras, pode ser resumida nos cinco pontos do Calvinismo, chamados de “ Os Cinco Solas” , a saber:
 

1. SOLA SCRIPTURA: A Erosão da Autoridade

Só a Escritura é a regra inerrante da vida da igreja, mas a igreja evangélica atual fez separação entre a Escritura e sua função oficial. Na prática, a igreja é guiada, por vezes demais, pela cultura. Técnicas terapêuticas, estratégias de marketing, e o ritmo do mundo de entretenimento muitas vezes têm mais voz naquilo que a igreja quer, em como funciona, e no que oferece, do que a Palavra de Deus. Os pastores negligenciam a supervisão do culto, que lhes compete, inclusive o conteúdo doutrinário da música. À medida que a autoridade bíblica foi abandonada na prática, que suas verdades se enfraqueceram na consciência cristã, e que suas doutrinas perderam sua proeminência, a igreja foi cada vez mais esvaziada de sua integridade, autoridade moral e discernimento.

Em lugar de adaptar a fé cristã para satisfazer as necessidades sentidas dos consumidores, devemos proclamar a Lei como medida única da justiça verdadeira, e o evangelho como a única proclamação da verdade salvadora. A verdade bíblica é indispensável para a compreensão, o desvelo e a disciplina da igreja.

A Escritura deve nos levar além de nossas necessidades percebidas, para nossas necessidades reais, e libertar-nos do hábito de nos enxergar por meio das imagens sedutoras, clichês, promessas e prioridades da cultura massificada. É só à luz da verdade de Deus que nós nos entendemos corretamente e abrimos os olhos para a provisão de Deus para a nossa sociedade. A Bíblia, portanto, precisa ser ensinada e pregada na igreja. Os sermões precisam ser exposições da Bíblia e de seu ensino, não a expressão de opinião ou de ideias da época. Não devemos aceitar menos do que aquilo que Deus nos tem dado.

A obra do Espírito Santo na experiência pessoal não pode ser desvinculada da Escritura. O Espírito não fala em formas que independem da Escritura. À parte da Escritura nunca teríamos conhecido a graça de Deus em Cristo. A Palavra bíblica, e não a experiência espiritual, é o teste da verdade.

 

Tese 1: Sola Scriptura

Reafirmamos a Escritura inerrante como fonte única de revelação divina escrita, única para constranger a consciência. A Bíblia sozinha ensina tudo o que é necessário para nossa salvação do pecado, e é o padrão pelo qual todo comportamento cristão deve ser avaliado.

Negamos que qualquer credo, concílio ou indivíduo possa constranger a consciência de um crente, que o Espírito Santo fale independentemente de, ou contrariando, o que está exposto na Bíblia, ou que a experiência pessoal possa ser veículo de revelação.


2. SOLO CHRISTUS: A Erosão da Fé Centrada em Cristo 

À medida que a fé evangélica se secularizou, seus interesses se confundiram com os da cultura. O resultado é uma perda de valores absolutos, um individualismo permissivo, a substituição da santidade pela integridade, do arrependimento pela recuperação, da verdade pela intuição, da fé pelo sentimento, da providência pelo acaso e da esperança duradoura pela gratificação imediata. Cristo e sua cruz se deslocaram do centro de nossa visão.

 

Tese 2: Solo Christus

Reafirmamos que nossa salvação é realizada unicamente pela obra mediatória do Cristo histórico. Sua vida sem pecado e sua expiação por si só são suficientes para nossa justificação e reconciliação com o Pai.

Negamos que o evangelho esteja sendo pregado se a obra substitutiva de Cristo não estiver sendo declarada e a fé em Cristo e sua obra não estiver sendo invocada.

 

3. SOLA GRATIA: A Erosão do Evangelho 

A Confiança desmerecida na capacidade humana é um produto da natureza humana decaída. Esta falsa confiança enche hoje o mundo evangélico – desde o evangelho da autoestima até o evangelho da saúde e da prosperidade, desde aqueles que já transformaram o evangelho num produto vendável e os pecadores em consumidores e aqueles que tratam a fé cristã como verdadeira simplesmente porque funciona. Isso faz calar a doutrina da justificação, a despeito dos compromissos oficiais de nossas igrejas.

A graça de Deus em Cristo não só é necessária como é a única causa eficaz da salvação. Confessamos que os seres humanos nascem espiritualmente mortos e nem mesmo são capazes de cooperar com a graça regeneradora.

 

Tese 3: Sola Gratia

Reafirmamos que na salvação somos resgatados da ira de Deus unicamente pela sua graça. A obra sobrenatural do Espírito Santo é que nos leva a Cristo, soltando-nos de nossa servidão ao pecado e erguendo-nos da morte espiritual à vida espiritual.

Negamos que a salvação seja em qualquer sentido obra humana. Os métodos, técnicas ou estratégias humanas por si só não podem realizar essa transformação. A fé não é produzida pela nossa natureza não-regenerada.


4. SOLA FIDE: A Erosão do Artigo Primordial 

A justificação é somente pela graça, somente por intermédio da fé, somente por causa de Cristo. Este é o artigo pelo qual a igreja se sustenta ou cai. É um artigo muitas vezes ignorado, distorcido, ou por vezes até negado por líderes, estudiosos e pastores que professam ser evangélicos. Embora a natureza humana decaída sempre tenha recuado de professar sua necessidade da justiça imputada de Cristo, a modernidade alimenta as chamas desse descontentamento com o Evangelho bíblico. Já permitimos que esse descontentamento dite a natureza de nosso ministério e o conteúdo de nossa pregação.

Muitas pessoas ligadas ao movimento do crescimento da igreja acreditam que um entendimento sociológico daqueles que vêm assistir aos cultos é tão importante para o êxito do evangelho como o é a verdade bíblica proclamada. Como resultado, as convicções teológicas frequentemente desaparecem, divorciadas do trabalho do ministério. A orientação publicitária de marketing em muitas igrejas leva isso mais adiante, apegando a distinção entre a Palavra bíblica e o mundo, roubando da cruz de Cristo a sua ofensa e reduzindo a fé cristã aos princípios e métodos que oferecem sucesso às empresas seculares.

Embora possam crer na teologia da cruz, esses movimentos na verdade estão esvaziando-a de seu conteúdo. Não existe evangelho a não ser o da substituição de Cristo em nosso lugar, pelo qual Deus lhe imputou o nosso pecado e nos imputou a sua justiça. Por ele ter levado sobre si a punição de nossa culpa, nós agora andamos na sua graça como aqueles que são para sempre perdoados, aceitos e adotados como filhos de Deus. Não há base para nossa aceitação diante de Deus a não ser na obra salvífica de Cristo; a base não é nosso patriotismo, devoção à igreja, ou probidade moral. O evangelho declara o que Deus fez por nós em Cristo. Não é sobre o que nós podemos fazer para alcançar Deus.

 

Tese 4: Sola Fide

Reafirmamos que a justificação é somente pela graça somente por intermédio da fé somente por causa de Cristo. Na justificação a retidão de Cristo nos é imputada como o único meio possível de satisfazer a perfeita justiça de Deus.

Negamos que a justificação se baseie em qualquer mérito que em nós possa ser achado, ou com base numa infusão da justiça de Cristo em nós; ou que uma instituição que reivindique ser igreja mas negue ou condene sola fide possa ser reconhecida como igreja legítima.

 

5. SOLI DEO GLORIA: A Erosão do Culto Centrado em Deus 

Onde quer que, na igreja, se tenha perdido a autoridade da Bíblia, onde Cristo tenha sido colocado de lado, o evangelho tenha sido distorcido ou a fé pervertida, sempre foi por uma mesma razão. Nossos interesses substituíram os de Deus e nós estamos fazendo o trabalho dele a nosso modo. A perda da centralidade de Deus na vida da igreja de hoje é comum e lamentável. É essa perda que nos permite transformar o culto em entretenimento, a pregação do evangelho em marketing, o crer em técnica, o ser bom em sentir-nos bem e a fidelidade em ser bem-sucedido. Como resultado, Deus, Cristo e a Bíblia vêm significando muito pouco para nós e têm um peso irrelevante sobre nós.

Deus não existe para satisfazer as ambições humanas, os desejos, os apetites de consumo, ou nossos interesses espirituais particulares. Precisamos nos focalizar em Deus em nossa adoração, e não em satisfazer nossas próprias necessidades. Deus é soberano no culto, não nós. Nossa preocupação precisa estar no reino de Deus, não em nossos próprios impérios, popularidade ou êxito.


Tese 5: Soli Deo Gloria

Reafirmamos que, como a salvação é de Deus e realizada por Deus, ela é para a glória de Deus e devemos glorificá-lo sempre. Devemos viver nossa vida inteira perante a face de Deus, sob a autoridade de Deus, e para sua glória somente.

Negamos que possamos apropriadamente glorificar a Deus se nosso culto for confundido com entretenimento, se negligenciarmos ou a Lei ou o Evangelho em nossa pregação, ou se permitirmos que o afeiçoamento próprio, a autoestima e a auto realização se tornem opções alternativas ao evangelho.

 

A Primeira Igreja Presbiteriana de Belo Horizonte, nasceu aqui na capital de Minas Gerais no dia 26 de agosto de 1912, quando o primeiro pastor presbiteriano, a convite de um grupo de irmãos, pregou o Evangelho Salvador de Jesus Cristo em nossa Alterosas.

Dr. Abdenago Lisboa, historiador de nossa Igreja, escrevendo sobre os primórdios do presbiterianismo em nossa capital, assim se expressa: “ Quando toda a população de Belo Horizonte, que andava por perto de 40.000 habitantes, cabia folgadamente dentro do estádio Magalhães Pinto, no tempo do Prefeito Dr.  Olinto Meireles, do Governador Dr. Júlio Bueno Brandão e do Presidente da República, Marechal Hermes da Fonseca, foi que teve início o trabalho evangélico presbiteriano nesta Capital.”

O primeiro pastor presbiteriano a aqui chegar foi o Rev. Álvaro Reis, quando era pastor da Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro. Foi ele um desbravador, plantando igrejas por diversas partes. Orador e grande pregador, polemista e homem que amava firmemente a Palavra de Deus. Um dos episódios de sua vida que mostrou seu caráter e coragem, foi quando o governo do Rio de Janeiro resolveu, com recursos públicos, construir a estátua intitulada “Cristo Redentor”. Álvaro Reis entendeu que aquilo era manifestação da idolatria católica-romana e se opôs firmemente contra tal construção. Hoje, como foi no início, o ídolo feito por mãos humanas, pertence a Igreja Católica Apostólica Romana, que não só administra o ídolo, mas também usa as dependências do monumento para cerimônias exclusivas daquela seita.

O segundo pastor, na verdade o primeiro, porque para aqui veio e aqui ficou como o organizador dos trabalhos presbiterianos, foi Américo Cardoso de Menezes, que vindo do Sul de Minas, do Presbitério Oeste de Minas, aqui realizou uma obra maravilhosa e deixou plantada a Primeira Igreja Presbiteriana de Belo Horizonte.

A Primeira Igreja construiu aqui 4 templos. O que nos abriga hoje é o quarto templo construído. Veio para o bairro Funcionários e nos idos de 1920 este bairro ficava na periferia de nossa cidade, onde o bonde, literalmente, fazia o retorno. Episódios esporádicos revelaram um certo repúdio de alguns contra a nossa presença, a ponto de, numa certa época, conforme consta das atas do Conselho da Igreja, o templo ter sido apedrejado. Estes foram atos isolados, visto que desde o seu início a Primeira Igreja Presbiteriana de Belo Horizonte foi recebida com respeito e admiração. Cresceu e plantou mais de duas centenas de igrejas em nossa Grande-Belo Horizonte.

 

Seus pastores foram os seguintes:

  • Rev. Álvaro Reis – 1912 – o fundador
  • Rev. Américo Cardoso de Menezes – 1912-1913/1915-1918 – permanecendo aqui conosco, nos dois períodos por 6 anos
  • Rev. Dr. Horácio Ally – 1914 -  permanecendo aqui conosco por 1 ano
  • Rev. Luiz Lenz de Araujo Cesar – 1919-1923 – permanecendo aqui conosco por 5 anos
  • Rev. Júlio Camargo Nogueira – 1923-1924 – peermanecendo aqui conosco por 2 anos
  • Rev. Abdias Nobre – 1924-1937 – permanecendo aqui conosco 14 anos – este foi o pastor efetivo que mais tempo no passado pastoreou a nossa Primeira Igreja Presbiteriana
  • Rev. Paulo Freire de Araujo – 1938-1939/1945-1950 – nos seus dois períodos permaneceu como pastor de nossa igreja o total de 8 anos
  • Rev. Raimundo Loria – 1945-1950 – pastoreando a nossa igreja por 6 anos
  • Rev. Synval Filgueiras de Moraes – 1954-1955 – ficando conosco por 2 anos
  • Rev. Sabatini Lalli – 1956-1959 – pastoreando aqui por 4 anos
  • Rev. Moacir Jordão de Almeida – aqui conosco de 1959-1961 – durante 3 anos pastoreou a nossa Igreja
  • Rev. Wilson de Souza – pastoreando durante os anos de 1962-1970 – durante 9 anos
  • Rev. Denoel Nicodemus Eller – pastoreando a nossa igreja durante os anos de 1970-1977 – 8 anos conosco
  • Rev. Obedes Ferreira da Cunha – de 1972-1982 – pastoreando a Primeira Igreja durante 11 anos
  • Rev. Ludgero Bonilha Morais – em dois períodos de pastorado de 1976-1979, regressando em 1983, estando conosco até o dia de hoje.
  • Rev. Alceu Davi Cunha – Alceu Davi Cunha – 1980-1985 – Estando conosco por 6 anos.
·         Rev. Geraldo Braz dos Santos – 1987-2003, quando foi jubilado – 17 anos de pastorado em nossa igreja, tendo sido agraciado com o título de “Pastor Emérito” de nossa Igreja.
 
Vários outros pastores passaram por aqui, no entanto, estes que estão acima arrolados ocuparam o papel de pastores efetivos. Os demais foram todos, pastores auxiliares.

Tel: 31-3273-7044

E-mail: primeiraipbh@gmail.com
Endereço​​​​​​: Rua Ceará, 1434, esquina com a Av. Afonso Pena

Bairro Funcionários - Belo Horizonte - MG

Contato
Redes Socias

© 2020 Primeira Igreja Presbiteriana de Belo Horizonte                Desenvolvido pela CM Virtual